Amar o Amor.

Amado mío,
todo lo áspero y trabajoso quiero
para mí,
y todo lo suave y sabroso quiero
para Ti.

(San Juan de la Cruz, Avisos espirituales 6, 9.)

Amado meu,
quero tudo que é áspero e trabalhoso
para mim,
e quero tudo que é suave e saboroso
para Ti.

(Tradução nossa.)

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Soberba oculta.

“Como estos principiantes se sienten tan fervorosos y diligentes en las cosas espirituales y ejercicios devotos, de esta propiedad (aunque es verdad que las cosas santas de suyo humillan) por su imperfección les nace muchas veces cierto ramo de soberbia oculta, de donde vienen a tener alguna satisfacción de sus obras y de sí mismos. Y de aquí también les nace cierta gana algo vana, y a veces muy vana, de hablar cosas espirituales delante de otros, y aun a veces de enseñarlas más que de aprenderlas, y condenan en su corazón a otros cuando no los ven (n.t. a eles, os principiantes) con la manera de devoción que ellos querrían, y aun a veces lo dicen de palabra, pareciéndose en esto al fariseo, que se jactaba alabando a Dios sobre las obras que hacía, y despreciando al publicano (Lc. 18, 11­-12).”

(San Juan de la Cruz, Noche oscura, L.1, c.2, n.1)
(Grifos nossos.)

[Como estes principiantes são muito fervorosos e diligentes nas coisas espirituais e exercícios de devoção, nasce-lhes muitas vezes daí, por imperfeição sua (ainda que a bem da verdade as coisas santas por si só despertam a humildade), certo ramo de soberba oculta, donde vêm a ter alguma satisfação com suas obras e consigo mesmos. Daqui também nasce certa fome um tanto vã, e às vezes muito vã, de falar de coisas espirituais diante dos outros; e ainda às vezes de ensiná-las mais do que de aprendê-las; e condenam em seu coração àqueles que não vêem neles esse jeito de devotos que eles quereriam se visse nele; e ainda às vezes expressão isso com palavras – além de condenar com o coração – e nisso se parecem com o fariseu que se gabava louvando à Deus pelas obras que fazia, e desprezando ao publicano (Lc. 18, 11-12).]

(Tradução nossa.)

Unítam sibi fragilitátis nostrae substántiam.

(…) Os discípulos, quando viram o Mestre erguer-se da terra e elevar-se para o alto, não foram tomados pelo desânimo, como se poderia pensar, aliás, tiveram uma grande alegria e sentiram-se estimulados a proclamar a vitória de Cristo sobre a morte (cf. Mc 16, 20). E o Senhor ressuscitado agia neles, distribuindo a cada um um carisma próprio. Escreve ainda São Paulo: «Concedeu dons aos homens… A uns, Ele constituiu Apóstolos, a outros, Profetas, a outros, Evangelistas, Pastores… para a edificação do Corpo de Cristo… até que cheguemos… à medida da estatura completa de Cristo» (Ef 4, 8.11-13).

Queridos amigos, a Ascensão diz-nos que em Cristo a nossa humanidade é levada à altura de Deus; assim, todas as vezes que rezamos, a terra une-se ao Céu. E assim como o incenso queimado faz subir para o alto o seu fumo, também quando elevamos ao Senhor a nossa oração confiante em Cristo, ela atravessa o céu e alcança o próprio Deus e é por Ele ouvida e atendida. Na célebre obra de são João da Cruz, Subida ao Monte Carmelo, lemos que «para ver realizados os desejos do nosso coração, não há modo melhor do que a força da nossa oração no que mais agrada a Deus. Então, Ele não nos concederá só quanto lhe pedimos, isto é, a salvação, mas também quanto vê que é conveniente e bom para nós, mesmo se não lho pedimos» (Livro iii, cap. 44, 2, Roma 1991, 335).

(Papa Bento XVI, no Regina Caeli de 20 de Maio de 2012.)