Risco do “fazer por fazer”.

Muitos baptizados, influenciados por numerosas propostas de pensamento e de costumes, são indiferentes aos valores do Evangelho e inclusivamente vêem-se obrigados a comportamentos contrários à visão cristã da vida, o que dificulta a pertença a uma comunidade eclesial. Mesmo confessando-se católicos, vivem de facto afastados da fé, abandonando as práticas religiosas e perdendo progressivamente a própria identidade de crentes, com consequências morais e espirituais de diversa índole. Este desafio pastoral estimulou-vos, queridos Irmãos, a procurar soluções não só para assinalar os erros que tais propostas contêm e defender os conteúdos da fé, mas sobretudo, para propor a riqueza transcendental do cristianismo como acontecimento que dá um verdadeiro sentido à vida e uma capacidade de diálogo, escuta e colaboração com todos.

Mas é muito importante que tudo o que com a ajuda de Deus nos propusermos, esteja profundamente radicado na contemplação e na oração. O nosso tempo é vivido em contínuo movimento, que muitas vezes chega à agitação, caindo-se facilmente no risco de “fazer por fazer”.

(Papa Bento XVI, Discurso aos Bispos do México, 15 de Setembro de 2005.)

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