Como vou à Santa Missa?

Que dizer dos tantos que vão à Santa Missa com uma consciência manchada e estão em estado de pecado? E que dizer daqueles que vão à Santa Missa para pecar, isto é, para ver seus amigos, ou coisa que o valha? Quanta falta de reverência! Quanta loucura! Falta de reverência, porque nem têm fé nem reverência pelo Santíssimo Sacramento; loucura, porque não temem Àquele Juiz que ali está realmente presente. Ou será que eles ousariam fazer algo, que merecesse a pena de morte, na presença de um rei ou de um juiz? Claro que não! Por que então não demonstram qualquer temor neste lugar? Será porque que eles são punidos imediatamente? Homem, você realmente pensa que escapará ao julgamento de Deus? Pensas que poderás te esconder Dele? Ou você apenas está contando com a abundância de Sua benevolência, tolerância e paciência? Você ignora, talvez, que a benevolência de Deus nos convida à penitência? Saiba que a dureza do teu coração, que não quer se arrepender, atrairá sobre ti a ira divina no dia do juízo e da revelação do justo julgamento de Deus. Ele julgará a cada homem segundo as suas obras.

[Girolamo Savonarola, o.p. (* 21.09.1452  + 23.05.1498),
Comentário à Primeira Epístola de São João.]

Cristãos sem Jesus?!

O cristão não pode esquecer que o centro da sua vida é Jesus. Devemos vencer a tentação de sermos cristãos sem Jesus…!

A regra é simples: só é valido aquilo que leva a Jesus, e é apenas válido aquilo que vem de Jesus. Jesus é o centro, o Senhor, como Ele próprio diz. Isto leva-te a Jesus? Vai em frente. Este mandamento ou esta atitude leva-te a Jesus? Continua. Mas, se não te leva a Jesus e se não vem de Jesus… bem…não se sabe… é perigoso.

Mas se tu não consegues adorar Jesus, falta-te qualquer coisa. Uma regra, um sinal. A regra é: sou um bom cristão, estou no caminho do bom cristão se faço aquilo que me leva a Jesus, porque Ele é o centro. O sinal : sou capaz de adorar; a adoração. A oração de adoração perante Jesus. Que o Senhor nos ajude a compreender que apenas Ele é o Senhor, o único Senhor. E nos dê a graça de o amar tanto, de segui-Lo, de ir pelo caminho que Ele nos ensinou. Ele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

(Papa Francisco, Homilia do 7 de setembro de 2013.)

Lumen Christi!

Quanta gente acredita viver na luz e estão nas trevas, sem perceber?

Como é a luz que Jesus nos oferece? Nós conhecemos a Luz de Jesus, porque é humildade, não se impõe. É uma luz meiga, com a força da meiguice. É uma luz que fala ao coração, que oferece a Cruz.

Se, ao contrário, uma luz te faz sentir orgulhoso, te faz olhar aos outros por cima, a desprezar os outros, a ser soberbo, ela não é a Luz de Jesus, é a luz do diabo, disfarçado de Jesus, disfarçado de anjo da luz.

Andemos! Sigamos Jesus sem medo, porque a Luz de Jesus é bela e faz muito bem. Jesus não precisa de um exército para expulsar os demônios, não precisa da soberba, não precisa da força e do orgulho. Sua palavra é humilde, meiga e cheia de amor; é uma palavra que nos acompanha nos momentos de Cruz. Peçamos ao Senhor que nos dê hoje a graça de sua Luz e nos ensine a distinguir quando a luz e Sua ou quando é artificial, feita pelo inimigo para nos enganar.

(Papa Francisco, Homilia do dia 2 de Setembro de 2013.)

Nada te turbe.

Guarda-te de cair na agitação ao lutar contra as tentações, pois isso só as fortalecerá. É preciso tratá-las com desprezo e não lhes ligar. Volta o teu pensamento para Jesus crucificado, para o Seu Corpo deposto nos teus braços e diz: «Eis a minha esperança, a fonte da minha alegria! Uno-me a Ti com todo o meu ser, e não Te deixarei enquanto não me colocares em segurança.»

(São Padre Pio de Pietrelcina (1887-1968), capuchinho
Ep 3, 626 e 570; CE 34)

Desejo de fidelidade a Deus.

Queridos amigos e amigas, que belo exemplo a seguir deixou-nos Frei Galvão! Como soam atuais para nós, que vivemos numa época tão cheia de hedonismo, as palavras que aparecem na Cédula de consagração da sua castidade: “tirai-me antes a vida que ofender o vosso bendito Filho, meu Senhor“. São palavras fortes, de uma alma apaixonada, que deveriam fazer parte da vida normal de cada cristão, seja ele consagrado ou não, e que despertam desejos de fidelidade a Deus dentro ou fora do matrimônio. O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer. É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento.

(Papa Bento XVI, Homilia na Santa Missa de Canonização de Frei Galvão,
em São Paulo, aos 11 de maio de 2007.)