Surge a mortuis!

Jesus não desceu à mansão dos mortos para de lá libertar os condenados (1), nem para abolir o inferno da condenação (2), mas para libertar os justos que O tinham precedido (3).

«A Boa-Nova foi igualmente anunciada aos mortos…» (1 Pe 4, 6). A descida à mansão dos mortos é o cumprimento, até à plenitude, do anúncio evangélico da salvação.

Cristo, portanto, desceu aos abismos da morte (4), para que «os mortos ouvissem a voz do Filho do Homem e os que a ouvissem, vivessem» (Jo 5, 25). Jesus, «o Príncipe da Vida» (5), «pela sua morte, reduziu à impotência aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo, e libertou quantos, por meio da morte, se encontravam sujeitos à servidão durante a vida inteira» (Heb 2, 14-15).

(1).  Cf. Concílio de Roma (ano 745), De descensu Christi ad inferos: DS 587.
(2). Cf. Bento XII, Libellus, Cum dudum (1341). 18: DS 1011; Clemente VI, Ep. Super quibusdam (ano 1351), c. 15, 13: DS 1077.
(3). Cf. IV Concílio de Toledo (ano 633). Capitulum, 1: DS 485; Mt 27, 52-53.
(4). Cf Mt 12, 40; Rm 10, 7; Ef 4, 9.
(5). Cf. Act 3, 15.

(Catecismo da Igreja Católica, ns. 633-635)

A miséria e o pecado da nossa vida é também um abismo; todo sofrimento e dor e angústia e tristeza, são também infernos em que jazemos – reduzidos à nossa impotência – e ansiamos pela vinda d’o Príncipe da Vida. Vinde, Senhor Jesus! (Ap 22,20).

«Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus Vivo, tende piedade de mim, pecador!»

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