Obrigação da Confissão?

O Catecismo da Igreja Católica estabelece justamente: «Aquele que tiver consciência dum pecado grave, deve receber o sacramento da Reconciliação [Confissão] antes de se aproximar da Comunhão» (n. 1385). Desejo, por conseguinte, reafirmar que vigora ainda e sempre há-de vigorar na Igreja a norma do Concílio de Trento que concretiza a severa advertência do apóstolo Paulo, ao afirmar que, para uma digna recepção da Eucaristia, «se deve fazer antes a confissão dos pecados, quando alguém está consciente de pecado mortal» (1).

A Eucaristia e a Penitência são dois sacramentos intimamente unidos. Se a Eucaristia torna presente o sacrifício redentor da cruz, perpetuando-o sacramentalmente, isso significa que deriva dela uma contínua exigência de conversão, de resposta pessoal à exortação que S. Paulo dirigia aos cristãos de Corinto: «Suplicamo-vos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus» (2 Cor 5, 20). Se, para além disso, o cristão tem na consciência o peso dum pecado grave, então o itinerário da penitência através do sacramento da Reconciliação torna-se caminho obrigatório para se aproximar e participar plenamente do sacrifício eucarístico.

(1). Discurso aos membros da Sagrada Penitenciária Apostólica e aos padres penitenciários das Basílicas Patriarcais de Roma (30 de Janeiro de 1981): AAS 73 (1981), 203; cf. Conc. Ecum. de Trento, Sess. XIII, Decretum de ss. Eucharistia, cap. 7 e can 11: DS 1647, 1661.

(Bem-aventurado Papa João Paulo II, ns. 36-37 da Encíclica Ecclesia de Eucharistia, de 17 de Abril de 2003).

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