In manus peccatorum.

Terminada a oração, o Senhor levantou-se, e novamente encontrou os apóstolos dormindo. Despertou-os com uma aparente ironia: Dormi agora e repousai! (Mt 26, 45). Com isto queria dizer: “Ótimo lugar e ocasião para dormir; o inimigo está perto para me prender; dormi e descansai se podeis; solicitei que rezassem e vigiassem comigo, mas agora é tarde”. Como não se levantavam, gritou: Basta! Veio a hora! O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores (Mc 14, 41).

Ultrajado era o sentimento do Senhor, por aqueles que o prendiam, e maior ainda: por Judas; pois era um apóstolo, e o vendia por pouco valor. Judas não barganhou, conformou-se com o valor pago: Que quereis dar-me e vo-Lo entregarei (Mt 26, 15). Agora, o Senhor não ocultaria mais o desgosto pelo traidor: Levantai-vos e vamos! Aproxima-se o que me há-de entregar (Mc 14, 42); este não perdeu tempo e nem está dormindo.

(Padre Luis de la Palma s.j. (1560-1641), A Paixão do Senhor. São Paulo: Formatto Editora, 2005. p. 57.)

São minhas as mãos pelas quais Ele é entregue, e às quais Ele é entregue. Eu ultrajo Sua Alma. O horror do meu pecado O faz exclamar: Sou um verme, e não homem; sou o opróbrio dos homens e a abjeção da plebe. Com minhas mãos eu vou pregar Suas Santas e Veneráveis Mãos Inocentes no lenho da cruz. Seu Sangue cairá sobre mim.

«Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus Vivo, tende piedade de mim, pecador!»

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